Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012




Olá a todos!Estou de volta, agora com mais regularidade, espero eu....mas para que isso aconteça, há muito para fazer aqui por estas bandas...por isso mesmo, vou arregaçar as mangas e pôr mãos, corpo e alma, ao "trabalho".
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Sexta-feira, 15 de Outubro de 2010

Só eu sei ver

Desfaz-se o tempo em rotinas e vontades em projectos e verdades
Em desgostos que se alastram em vestígios distorcidos
De nascentes que encontramos
E sempre quando seca
Que tudo se tem que agarrar a tudo que faz fugir
E a verdade passa a estar
No fundo de um copo cheio do que se quer ser
E a beata no chão que faz os olhos arder
E nova moda nas crianças que ainda estão a aprender
Como tem que estar e andar e beber e dançar e comer
E falar e ouvir e sentar e sorrir para saber existir!

Só eu sei ver o sol nascer

Desfaço-me em pedaços em retratos
Em bebidas que trocamos e abraçamos
Sim, fugimos, mas voltamos!
E o que presta e o que resta em nós…
No fim de festa onde todos sabemos quem somos
Ou quem não se quer lembrar ou quem precisa de estar
Perdido noutro sonho
A mesmo noite o mesmo copo o mesmo corpo
A mesma sede que não sabe secar
Onde se encontra sem se procurar
Onde se dança o que estiver a tocar.
Muito fumo, muito fogo,
Muito escuro onde somos o que queremos
Quase fomos o que queremos………………..

Só eu sei ver o sol nascer

*Tiago Bettencourt (vocalista dos "Toranja")

Árvores do Alentejo

Horas mortas... Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido... e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a bênção duma fonte!

E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!

Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
- Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!

Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"


**Saudades do meu Alentejo....

Quinta-feira, 14 de Outubro de 2010

Só vou gostar de quem gosta de mim!

Será amor?

Há palavras que reflectem sentimentos,
Palavras que expressam diferentes pensamentos,
Que nos transformam, tocam no fundo da alma…
Mágicas, ternas, singelas mas poderosas,
Com sabor de ambrósia ou com aroma de rosas,
Palavras, enfim, que nos restauram a calma…

De todas, porém, ganham a minha preferência
Certas palavras que misturam inocência
As pitadas de paixão, de desejo, de calor…
As mais doces, aquelas que mais anseio,
As que mais avidamente saboreio…

Quarta-feira, 13 de Outubro de 2010

"Despojos de um corpo mutilado de saudade, caem sobrem um chão frio de algodão!
A lua desperta em mim sentimentos cínicos
fruto de uma mente cansada de sorrisos cansados
de outros corpos, de outras almas...
Saio das ruas e procuro as travessas
ruas cheias de nada, cheias de silêncio!
Nem imaginas como é escuro o lugar ao qual me refiro...
Mas sinto-me bem aqui!
Apenas me faltas tu!
Não te conheço...não te desejo...
Não te amo nem ao menos te odeio!
Mas tenho saudades...
De tudo o que nunca senti, de quando nunca estive contigo!"

F.

(não da minha autoria, mas houve alguém que o escreveu para mim, e guardo estas palavras, com carinho)

Lisboa menina e moça....